Em primeiro lugar, um jornal de cunho capitalista jamais concorda com um sistema socialista que apregoa e defende a distribuição da renda de forma igualitária porque em seus conceitos financeiros só vê o poder como mote para o controle do capital, ficando esse em poucas mãos. Em segundo, que se o Financial Times fosse tão importante é certo que a própria Inglaterra já teria ouvido suas opiniões, coisa que nunca aconteceu e na maioria das vezes que ele se manifestou foi para causar quebradeiras como foi o caso mais recente nos Estados Unidos ainda na era Bush que refletiu por um bom tempo, inclusive afetando até o governo atual. Um visionário como Serra que vive acreditando em suas próprias mentiras e realizando o oposto do que se apregoa é extremamente perigoso para qualquer país que tenha como objetivo, crescer garantindo melhores condições de vida à maior parte de seus cidadãos, ele é ditatorial e mesquinho quando se diz em beneficiar os pobres e benevolente e anárquico quando se diz em beneficiar os donos do poder e do capital. Na verdade ele não serve nem para um e nem para o outro, porque politicamente tanto o rico quanto o pobre necessitam de uma interação muito próxima para que o crescimento social e econômico seja concomitante e não antagônicos.Isso sem esquecer que a própria rainha convidou o nosso presidente a sentar-se ao lado dela em uma das visitas de vários lideres mundiais em seu palácio,o que revela sua afeição ao sistema descoberto e discutido pelo economista inglês John Maynard Keynes, que é inexorávelmente oposto ao que o jornal defende em suas conjecturas. Concluindo, nem tudo que determinados economistas visionários defendem é o melhor para um povo, para uma nação.
27/10/2010 - 06h39
Em editorial, Financial Times diz que 'Serra é melhor escolha para presidente'
Em editorial, o jornal britânico "Financial Times" defende nesta quarta-feira que o candidato do PSDB à presidência, José Serra, "é a melhor escolha para o Brasil".
No artigo, "Eleições Brasileiras - José Serra é a melhor escolha para presidente, por pouco", o jornal sustenta que os dois principais candidatos ao Planalto são bastante similares, mas a eleição de Serra afastaria uma possível influência de Lula no próximo governo.
"Ambos (Serra e a candidata do PT, Dilma Rousseff) são notavelmente similiares. São sociais-democratas que crêem em políticas pró-mercado com forte componente social. São tecnocratas inoportunos. E são também desprovidos de charme", diz o jornal.
"Onde as diferenças existem, são pequenas mas significativas. Serra é mais linha-dura em termos fiscais. Com boa vontade, ele poria um fim no uso de esquemas extraorçamentários recentemente aplicados para cumprir as metas fiscais." "Reduzir o gasto público, ainda ascendente apesar de uma economia em pleno vapor, também diminuiria as taxas de juros e assim limitaria a apreciação da moeda." Para o "FT", Serra também seria "menos indulgente" com o Irã, a Venezuela e Cuba.
Já Dilma, ressalta o editorial, "é a favor de um Estado maior, embora um quinto das maiores companhias de capital aberto já tenham, de uma forma ou de outra, ele entre seus cinco maiores acionistas".
"Mas a maior diferença talvez seja o papel que o popular padrinho de Dilma assumirá se ela ganhar - o que é provável, tendo em vista a sua vantagem de dez pontos nas pesquisas. Uma presidência paralela, como a de Putin na Rússia, é possível; assim como a volta de Lula ao poder em 2014 e 2018."
O artigo conclui afirmando que "pelo menos para interromper esta relação com o poder, Serra é a melhor escolha para o Brasil".
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