quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
QUE PAÍS É ESSE?
Em um país de mais de cento e noventa milhões é impossível que não exista alguém que ainda ame a justiça e a lei. Afinal reconhecemos que o Brasil já não é o país onde a moral, a dignidade, a solidariedade e o respeito pelas pessoas façam parte dos dizeres de nossa bandeira, mas sempre existem uns que não se corrompe e não se vende por qualquer migalha.
É certo que os filmes atuais que estão em cartaz reverenciam o crime ao invés da vida e da justiça, já que eles seguem o que a humanidade do norte ou primeiro mundista se manifesta em seu processo evolutivo que tem em seu estágio atual a sua degradação, o que muitos especialistas econômicos, políticos e estudiosos da ordem demográfica já definem como um processo irreversível. Mas nós que vivemos abaixo da linha equatorial não devemos compartilhar desse processo e sim caminhar no sentido oposto investindo nas primícias de nossa espécie que tem como mote o amor à vida em sua plenitude, conceitos que consolidam a amizade, a solidariedade e o convívio pacifico entre todas as espécies de vida existente no nosso planeta, que nos afaste cada vez mais dos ícones criados por esse processo degradativo colocado em prática por uma civilização que está se esfacelando porque esqueceu os primeiros ordenamentos que garantem a nossa existência nessa moradia.
Esses ordenamentos que costumeiramente se chamam de Os dez mandamentos e que já não são postos em prática pela maioria dos habitantes desse imenso planeta que por si só demonstra ser solidário e hospitaleiro como todos os seus hóspedes.
Está na hora e no momento crucial de nossos governantes e nossos políticos direcionarem seus ouvidos para atentarem ao clamor da sociedade livre, da sociedade de homens e mulheres de bem, dos que mantém incorruptíveis os seus direitos ante o cumprimento de seus deveres, que nessas duas ultimas décadas deixaram de serem ouvidos e passaram a ser abandonados pela política nefasta de proteção aos que vivem na linha marginal de nossa espécie, incólumes à obrigatoriedade de cumprir os seus deveres e que nossos governantes os defendem por os considerarem carentes devido à própria incompetência e desgoverno causado pelos seus antecessores, enquanto escravizam e torturam aqueles que têm o direito garantido à vida plena e segura com amplo direito de ir e vir sendo obstruído pelos que os têm sob o comando e a égide de armas e de tantas formas de opressão e terror.
Infelizmente, não dá para ficar calado quando percebemos que não estamos protegidos, mas órfãos de um estado néscio e negligente. Enquanto agentes da lei, sem os criticá-los afinal estavam cumprindo as suas obrigações, entravam em um ônibus urbano para revistar todos que viajavam nele, onde estavam cidadãos que voltavam do trabalho e outros como meu filho, que já passaram por assaltos dentro desses próprios meios de transporte, estava indo para cumprir as tarefas de bons cidadãos, outros protegidos pelas leis criadas pelos nossos legisladores “incorruptíveis”, estavam bem próximos de minha casa em um bairro que raramente passa uma viatura, mas quando passa não se vê nenhuma ação ostensiva de verdade, pois raramente esses indivíduos são abordados ou intimidados pela lei, já que seus próprios agentes só fazem passar vagarosamente perto deles e depois são alvos até de piadinhas e chacotas, ficavam agrupados tranquilamente em algumas esquinas tramando os seus próximos movimentos naquilo que eles sabem fazer melhor, aterrorizar, seviciar e matar, o que inevitavelmente acontece quando um inocente cruza na frente deles ou quando tem a infelicidade de cruzar ou for abordado por um deles em seus locais de trabalho onde na maioria das vezes alguém perde a vida, mas normalmente sempre é o inocente. Por favor, pensem, reflitam; onde estamos e onde vamos chegar, alguém também não acha que está no momento crucial de nós cidadãos de bem reivindicarmos os nossos direitos que estão nas mãos daqueles que não merecem tê-los?
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