quarta-feira, 18 de setembro de 2013

OS PAIS E A ESCOLA

Nas ultimas décadas o conceito escola está sendo vandalizado por inúmeras teorias revolucionárias que sempre levam em consideração o tratamento individualizado ao invés de pensar no coletivo. Isso é evidente em todas as teorias lançadas por teoristas interesseiros em fazer dinheiro, mais do que resolver situações e eliminar conflitos, sendo assim, a maioria não vale nada. É importante que os governantes entendam que a escola pode trazer os pais para dentro de seus espaços, mas simplesmente para conhecê-lo e assim acompanhar a vida estudantil de seus filhos e não como especialistas que pretendem opinar em sua própria causa procurando esconder suas dificuldades em administrar seus conflitos familiares. Na verdade eles devem sim, ouvir atentamente o que os professores tem a dizer e a partir daí montar um esquema de acompanhamento de seu filho naquilo que lhe foi proposto, até porque, ele precisa encontrar a causa e não o problema que já foi encontrado e exposto para ele, então só lhe cabe procurar o que causou tudo isso. Se esses fundamentos de que a escola é um espaço para aprendizagem e formação de regras e conceitos morais para a boa prática da cidadania, nunca tivesse saído de dentro delas, muita coisa teria sido evitada, dentre elas a violência no espaço escolar, o desrespeito ao professor como profissional e educador, dando a ela a liberdade necessária para cumprir sua missão. É conhecido que os pais de hoje não conseguem cumprir a sua obrigação de bons educadores de seus filhos, tem até os que tentam, mas infelizmente os apoiam na hora em que deve admoestá-los com firmeza e severidade para mostrar a eles o caminho certo da vida familiar e em grupo. Todos sabem que a “velha educação” que já não existe mais nos lares ainda se faz necessária e urgente, já que muitos pais já não têm mais força de educar seus filhos, pois estão submissos as regras de leis criadas sem o devido cuidado de serem fomentadoras de bons costumes e sim de maus costumes, algumas até, que nunca foram ditas, mas que lentamente a sociedade absorveu como sendo fundamentais e corretas. Nós ouvimos de muitos que se auto-intitulam especialistas, mas que nunca entraram em uma sala de aula ou foram gestores escolares, teorias que parecem ser futuristas, mas que na realidade já foram recusadas e abandonadas em outros sistemas de ensino por não oferecer bons resultados. Os sistemas de ensino público devem dar apoio e credibilidade aos seus professores, incentivando-os a adquirirem coragem para comandar seus alunos assumindo a sua obrigação em sala de aula, quer seja na administração dos conflitos formando critérios específicos e necessários para controlar os que estão infringindo as regras, pois cabe ao professor infligir alguma punição para que seu aluno saiba que sua atitude está fora das regras individuais e coletivas dentro da sala de aula e no espaço escolar, inclusive. Não cabe ao pai que não conseguiu trabalhar esses conceitos, rejeitar as regras que são aplicadas ao seu filho, porque elas têm o objetivo de dar a ele embasamento para uma vida social saudável e equilibrada. Espera-se que a escola propicie aos seus alunos critérios, conceitos e regras fundamentais para ser um bom cidadão, um bom profissional e enfim, um bom pai de família. Enfim, o objetivo é preparar seu aluno, pensando de maneira individualizada, para ser um cidadão completo. Finalizando, a escola é um espaço especifico para o desenvolvimento do conhecimento e não para confundir os conceitos, levando a tal ponto, que o aluno deixe de divisar o que é certo e o que é errado. Se isso não estiver bem claro em sua consciência ele vai estar sempre na contramão da sociedade, achando que só os direitos lhe servem e que não precisa cumprir seus deveres. Essa forma de pensar o torna um fora da lei, já que a lei cobra inúmeras regras especificas e necessárias, as quais são pontos fundamentais para o bom andamento do convívio social. Se alguém transgride as regras, é certo que alguém vai sofrer algum dano e na maioria das vezes não é o que transgrediu, mas aquele que foi vitima dele. Infelizmente. Prof. Antônio Lima, professor e escritor. 18.09.2013

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